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Caritas Ajuda o Haiti
 
 
A Campanha Cáritas Ajuda Haiti, autorizada pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, contabilizou donativos no valor de 1.413.117,82 € a aplicar nas acções de emergência e reconstrução a favor das vítimas do sismo. Leia as actualizações mais abaixo.
 

 
(Actualização de 22 de Fevereiro)
 

Mensagem do Secretário Geral da Cáritas do Haiti, Pe. Serge Chadic, após a reunião com a Caritas internationalis
 
 


No dia 17 de Fevereiro, 35 representantes de várias Cáritas do mundo reuniram-se em Roma para fazer um balanço do primeiro mês de actividades de emergência e articular estratégias de intervenção futuras. Os trabalhos foram dirigidos pela Secretária-Geral da Cáritas Internationalis, Lesley-Anne Knight, que partilhou as suas impressões da recente visita que fez ao Haiti. Apelou, também, a todos os participantes que continuem a apoiar esta emergência pois o trabalho de reconstrução será uma tarefa gigantesca.
 
O Secretário-Geral da Cáritas do Haiti, o Pe. Serge Chidac fez um balanço do que foi já realizado e do que se prevê alcançar nas próximas 4 semanas.
 
Necessidades mais prementes:
Descongestionar 19 locais, proporcionar abrigo a 180.000 pessoas e providenciar saneamento e água potável em vários campos de deslocados.
 
O que foi alcançado no primeiro mês:
 
Sector: Água e Saneamento
Localização
6 depósitos de água instalados (com capacidade entre os 10.000 e 15.000 litros) e a beneficiar 3.800 famílias (19.000 pessoas)
6 campos de Port-au-Prince
8 Instalações sanitárias 3000 pessoas
Port-au-Prince: Hospital S. Francisco de Sales
20 Sessões de formação, em 20 campos, sobre as práticas de gestão e de saneamento
Port-au-Prince em 20 campos / Paróquias
Instalação de 2 purificadores de água
Jacmel
Fornecimento de água ao Hospital Port-de-Paix
Port-de-Paix
Distribuição de água a 10.000 pessoas
Port-au-Prince, Jacmel, Nippes e Cayes
Sector: Saúde
Localização
Criação de 5 equipas de coordenação na àrea da saúde (40 profissionais) Leogane, Petit Goave, Jacmel, Les Cayes e zona da Catedral de Port-au-Prince
7 clínicas móveis que atenderam 2.187 pessoas
Petit-Goâve
Prestações de cuidados de saúde a 8.970 pessoas, a maioria incapacitados e crianças Léogâne, Petit-Goâve, Jacmel e Cayes
Realização de 32 intervenções sanitárias Léogâne e Petit-Goâve
Sector: Alimentação
Localização
Distribuição de alimentos a 200.000 pessoas / 40.000 família durante 1 mês
Port-au-Prince
Distribuição de alimentos a 7.000 famílias
Jacmel
Distribuição de 1.200 refeições quentes por dia
Gonaïves
Distribuição de alimentos para as famílias deslocadas 4,916  Cap-Haitie
Sector: Abrigo
Localização
Distribuição de kits para a construção de abrigos de emergência
Jérémie
Distribuição de 3.000 kits de abrigos de emergência para 18.000 famílias  Port-au-Prince: Pétion Ville Clube
Distribuição de 300 tendas e plásticos  Delmas 65
Distribuição de 3.000 tendas
Vários locais
 

Objectivos a alcançar nas próximas 4 semanas
 
Sector: Água e Saneamento
Instalar 300 depósitos de água
Distribuir 30.000 garrafões de 5 litros
Distribuir água através de 2.500 viaturas
Continuar as iniciativas de tratamento de água (cloro)
 
Sector: Alimentação
Instalar 3 cozinhas comunitárias com capacidade para fornecer 30.000 refeições quentes por dia, em Port-au-Prince, Petit Goave e Canapé Vert
Distribuir 14.000 toneladas de alimentos
 
Sector: Saúde
Intensificar as actividades das clínicas móveis em todo o país, principalmente os cuidados primários
 
Sector: Protecção
Prestar aconselhamento a grupos vulneráveis: crianças, idosos e incapacitados
 
Sector: Abrigo
Distribuir 7.800 tendas em Jacmel, Port-au-Prince, Nippes, Cayes, Hinche
 
Até ao momento, 40 Cáritas nacionais angariaram 170 milhões de Euros para ajudar o Haiti. A soma das várias campanhas contabiliza donativos no valor de 143 milhões de Euros mas , também, foram conseguidos apoios adicionais de alguns governos no valor de 27 milhões de Euros
 
As verbas aplicadas no programa de emergência, orçamentado em 30 milhões, ascendem a 20 milhões de euros .

 
 
O Presidente da Cáritas Internationalis, o Cardeal Rodrigues Maradiaga, inicia no dia 22 de Fevereiro uma visita ao Haiti. Sobre a ajuda prestada pela rede Cáritas disse que “estamos impressionados com o apoio recebido pelo mundo inteiro, desde os países desenvolvidos aos países com menos recursos, como o Congo ou a Somália. Iremos fazer parte de um melhor futuro para os haitianos, com mais solidariedade, esperança e amor.”

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A Cáritas Portuguesa adquiriu 272 tendas para apoiar 1100 pessoas. A distribuição está ser feita pela Cáritas do Haiti em vários campos de desalojados.


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Números do Gabinete de Coordenação da Ajuda de Emergência das Nações Unidas OCHA

460.000 pessoas em abrigos provisórios em 315 campos de deslocados
250.000 habitações destruídas
468.701 pessoas saíram da cidade para zonas rurais
230.000 pessoas morreram (estimativa)
Mais de 4600 escolas destruídas ou extremamente danificadas
Mais de 5000 ONG no terreno

Mapa das áreas afectadas


Dados sobre a população do Haiti – desalojados, movimentação da população e números

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A Secretária Geral da Cáritas Internationalis, Lesley-Anne Knight, no Haiti



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Mensagem do Presidente da Cáritas do Haiti para a Quaresma
 
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Os Países do G7 anunciaram que vão cancelar a dívida bilateral que têm com o Haiti, avaliada em 1,2 biliões de dólares. Várias ONG, incluindo a Cáritas Internationalis, têm pressionado a comunidade internacional a ajudar o Haiti a recuperar do terrível sismo de 12 de Janeiro. A Cáritas congratula o G7 pela medida.
 
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(Actualização de 09 de Fevereiro)
 
A resposta de emergência da rede Cáritas
 
1. Ajuda alimentar e distribuição de outros artigos
A Cáritas já providenciou alimentação a mais de 200 000 pessoas e distribuiu bens não perecíveis a mais de 25 000. A ajuda tem sido disponibilizada em vários locais de Port-au-Prince e noutras localidades afectadas, tais como Jacmel e Léogâne. Além do trabalho desenvolvido nos campos de deslocados, a Cáritas mobilizou 32 comunidades paroquiais e 58 padres haitianos, alargando a sua rede de distribuição a mais pessoas.
 
2. Saúde
Destacamos as actividades desenvolvidas pelo hospital S. Francisco de Sales. Os voluntários, médicos e enfermeiros têm prestado cuidados de saúde, distribuído medicamentos, alimentos, água. Através do programa de emergência, foi possível adquirir novos equipamentos e apetrechar três salas de operações – que realizam uma média de 12 intervenções cirúrgicas por dia. Foi ainda reparado o laboratório de Raio X e foi criado um banco de sangue. Este hospital, que já pertencia à rede da Cáritas do Haiti, não ruiu com o sismo e tem sido uma referência nos cuidados de saúde.
 
As duas clínicas de Léogâne já atenderam 3250 pacientes, distribuíram pastilhas de purificação de água a 400 famílias e realizaram 12 acções de formação na área da saúde. Nas clínicas de Petit Goaive e La Renaissance foram atendidos 2772 pacientes.
 
Ainda neste sector, está em curso uma campanha de sensibilização através de folhetos e rádios locais.
 
3. Saneamento
Estão a ser construídas latrinas em 3 locais: Accra, Bureau de Mines e no Hospital S. Francisco de Sales. A situação dos campos informais de deslocados poderá gerar um grave problema de saúde pública. Neste sentido, estão a ser estudados sistemas de saneamento à volta dos campos, de forma a deslocar as pessoas para zonas mais organizadas e mais seguras. Exemplo disso, é o estudo realizado para o campo de Champs de Mars – um campo de deslocados com mais de 30.000 pessoas, perto do palácio presidencial.
 
4. Abrigo temporário
Os colaboradores da Cáritas estão a preparar mais kit’s de alojamento temporário (plásticos, madeiras, cordas, esteiras, cobertores, fogões) que serão distribuídos a 35.000 residentes do campo de Pétionville Country Club. Com a chegada de mais materiais foi possível reforçar a oferta. Com o passar do tempo, aumentam as preocupações, pois aproxima-se a época de furacões que anualmente atinge o Haiti.
 

 
Antes do sismo, a Cáritas do Haiti apoiava 9565 crianças, através dos seus 101 orfanatos e centros para crianças, distribuídos por Port-au-Prince e Les Cayes. Com o terramoto, aumentaram os esforços para com este grupo vulnerável. Neste momento, as necessidades mais prementes são: água, alimentação,  reabilitação de dormitórios e de edifícios escolares. A Cáritas do Haiti está a fazer uma avaliação cuidada de forma a prevenir riscos e assegurar a protecção das crianças.
 
 

Proteger os mais vulneráveis, por Conor O’Loughlin da Trócaire (Caritas da Irlanda)
 
Existe uma narrativa constante na catástrofe haitiana sobre os níveis de caos e violência que têm perturbado os fluxos de ajuda mas, como referiu o responsável de ajuda humanitária das Nações Unidas, John Holmes, “todos os desastres são caóticos porque o caos advém, precisamente, das catástrofes, independentemente da origem – natural ou humana.”
 
A experiência ensina-nos que, em situações como esta, a voz dos mais indefesos, já de si vulneráveis a abusos, fica mais inaudível. É algo que afecta, particularmente mulheres, crianças, idosos e doentes. A ajuda de emergência, mesmo neste cenário, tem chegado a muitas pessoas (só a Cáritas já distribuiu alimentos a mais de 100 000) e agora que nos movemos lentamente para a fase reabilitação, devemos ter presente um novo conjunto de preocupações.
 
Há medida que o pó assenta, é possível ter um quadro mais claro das necessidades e sabermos, com maior precisão, onde devem incidir os nossos esforços. Temos de pensar além das necessidades básicas pois a comida não vai manter as comunidades seguras e a água não vai proteger as pessoas da violência.
 
A juntar ao número devastador de mortos, centenas de milhares de famílias estão desalojadas e deslocadas dos seus lares. A grande maioria permanece em campos informais de deslocados, onde as armas estão facilmente disponíveis.
 
Os meios de subsistência foram destruídos com o sismo, muitas famílias separam-se forçosamente e não sabem do paradeiro dos seus entes queridos. Sem a protecção dos líderes do agregado familiar, muitas crianças e dependentes não têm quem os defenda. As crianças constituem quase metade da população afectada (48%) e muitas estão profundamente traumatizadas.
 
Enquanto continuamos a lidar com as consequências do sismo, não podemos permitir que se instale uma situação de vazio legal, na qual os direitos humanos são violados e os crimes perpetrados, sem receio das consequências. Desde os primeiros passos desta intervenção humanitária, que temos tentado dar uma resposta que vai para além das necessidades materiais. Temos promovido, também, uma resposta que garanta a protecção e segurança dos mais vulneráveis.
 
Queremos que a ajuda humanitária chegue a todos, de forma equitativa, e não apenas aos mais fortes e mais audíveis. Vamos além das filas de distribuição que se formam nas imediações dos campos. Procuramos as mães que estão a cuidar dos seus filhos doentes e não podem sair do acampamento ou os idosos que não conseguem chegar a tempo à distribuição pois devido ás suas debilidades, agravadas pela sede e fome, são ultrapassados por gente mais jovem e com uma voz mais forte.
 
O enfoque que a Cáritas tem dado à protecção dos civis, vítimas inocentes das calamidades ou conflitos, tem tido um crescente reconhecimento internacional. Na cimeira de verão das Nações Unidas, em 2005, 109 governos reconheceram publicamente a importância de proteger os civis.
 
Mas o que é esta protecção? Na essência, pretende-se que os civis não sofram nenhuma forma de violência, discriminação ou privação durante a crise humanitária. Como é que isso pode ser feito? Á primeira vista, pode parecer uma tarefa colossal – e em muitos aspectos não se conseguem os resultados pretendidos – mas, por vezes, podem ser coisas tão simples como iluminar os caminhos no campo de deslocados, de forma a que as crianças e as mulheres não os tenham de percorrer no escuro, ou construir latrinas e duches para homens e mulheres.
 
A nossa habitação, além de garantir segurança, protege a nossa dignidade. Através do trabalho sustentamos a nossa família e ajudamos a comunidade. Sem estes elementos ficamos numa situação de vulnerabilidade extrema. No Haiti, as preocupações são inúmeras. Um milhão de pessoas está, neste momento, sem abrigo. Os campos de desalojados, criados de forma espontânea, como os de Port-au-Prince, podem levar a situações de maior tensão ou aumento de violência entre grupos e famílias.
 
Temos que assegurar que a resposta humanitária internacional providencia alimentos, água e abrigo, que salva vidas mas, também, que proteja de abusos, violência e exploração dos mais vulneráveis.
 
 

Nos últimos dias, mais de 350 000 haitianos deixaram a capital procurando abrigo e assistência em regiões menos afectadas ou na vizinha República Dominicana. O governo Haitiano já tinha avançado que, imediatamente a seguir à catástrofe, 260 000 pessoas tinham abandonado a Capital. Como forma de dar resposta aos muitos haitianos que estão a ser repatriados da República Dominicana, foi montado um acampamento em Fond Parisien, numa zona próxima da fronteira.
 
 

A Cáritas Internationalis recebeu, com agrado, a decisão do Fundo Monetário Internacional – FMI de emprestar 102 biliões de dólares ao Haiti, em condições altamente favoráveis. No entanto, a  Cáritas Internationalis demonstrou o seu descontentamento pelo facto de não ter sido assumido o compromisso de cancelar a gigantesca dívida deste país ao FMI.
 
As imagens que têm chegado do Haiti mostram que a reconstrução vai demorar muitos anos. Este processo pode ficar seriamente ameaçado devido ao endividamento que o país tinha antes do sismo, agravado pela necessidade de um novo empréstimo para reconstruir o país. Por este motivo, a Cáritas tem juntado a sua voz a várias campanhas internacionais que apelam ao cancelamento imediato da dívida.
 
Chris Bain, o Director da CAFOD (Cáritas de Inglaterra e País de Gales), disse que “não são suficientes as vagas promessas de cancelamento da divida. O Haiti deve estar livre destes encargos injustos de forma a sarar as suas feridas e reconstruir a confiança. Tal não é possível se o endividamento compromete desde já o futuro.”
 
O Director do FMI, Dominique Strauss-Kahn, tem demonstrado o seu apoio ao cancelamento da divida. Recentemente afirmou: “o FMI está a trabalhar com todos os doadores no sentido de apagar a divida haitiana, incluindo este novo empréstimo”.
 
Mas este cancelamento poderá vir daqui a cinco anos, altura em que o Haiti provavelmente terá que iniciar o pagamento do empréstimo. A verdade é que daqui a cinco anos, o mundo estará envolvido com novas emergências e os holofotes mediáticos estarão afastados do Haiti.
 
A rede Cáritas considera que este é o momento certo para o cancelamento da divida. A Cáritas Internationalis pede o FMI, e outros doadores internacionais, que crie as condições para que o peso da divida seja levantado, permitindo aos haitianos ter mais argumentos na luta pela reconstrução – uma tarefa que levará décadas e biliões de dólares.
 
O Banco Mundial (a quem o Haiti deve 39 milhões de dólares) e o Banco Inter-Americano de Desenvolvimento (com uma dívida de 447 milhões) também expressaram o seu apoio ao cancelamento da dívida mas ainda não apresentaram uma proposta formal.
 
 

O Presidente da Cáritas do Haiti, o Bispo Pierre Dumas, pediu à comunidade internacional para “humanizar a ajuda” aos sobrevenientes do sismo. Numa comunicação feita a partir de Roma, o prelado apelou a uma maior coordenação para que a assistência seja feita de forma célere e eficiente. “…os haitianos não precisam de discursos, precisam de mãos amigas que os ajudem neste momento difícil”, acrescentou.
 
Estamos muito contentes com a ajuda que já recebemos de vários países do mundo. Sem este precioso contributo, não teria sido possível prestar auxílio a tantos irmãos e irmãs. Importa agora humanizar esta ajuda, envolvendo os haitianos, dando-lhes um papel activo na superação desta calamidade. A Igreja, as Nações Unidas, as agências e os doadores devem estar conscientes destas realidades” afirmou o Bispo.
 
Nesta comunicação, o Bispo auxiliar de Port-au-Prince, instou a comunidade internacional a envolver a igreja e instituições Haitianas nas operações de resposta de emergência e reabilitação: “Um mundo desabou e agora temos de construir um novo. Não existe lógica no que aconteceu. A única lógica está relacionada com a forma como reagimos e partilhamos a nossa caridade e solidariedade”.
 
O Presidente da Cáritas do Haiti abordou, ainda, o papel vital dos militares nas questões de segurança, uma vez que as forças policiais ficaram gravemente debilitadas. A Cáritas, e outras organizações, têm dependido da assistência prestada pelos soldados americanos e forças de manutenção da paz das Nações Unidas, particularmente no controlo das multidões nos locais de distribuição. Contudo, D. Dumas, mostrou-se preocupado com a possibilidade de militarização da ajuda: “temos esperança que a situação nas comunidades estabilize e que as organizações não governamentais possam receber e distribuir ajuda sem protecção militar”.
 
Concluiu dizendo: ”o sismo é uma oportunidade para unir as pessoas em vez de as dividir. As pessoas podem começar de novo e com uma nova visão. Com esta crise, temos a oportunidade de ver o bem em todos os seres humanos”.

 

(Actualização de 02 de Fevereiro)
 
 
A Cáritas do Haiti, através de um financiamento da Cáritas Portuguesa, adquiriu 272 tendas para 1100 pessoas. Este investimento corresponde a 100 000 euros, proveniente da campanha Caritas Ajuda Haiti. Esta acção insere-se no programa de emergência da Cáritas Haitiana.
 

Em Petionville Club, o clube de golfe transformou-se no maior campo de deslocados de Port-au-Prince. A distribuição de artigos de primeira necessidade continua garantindo a sobrevivência de milhares de pessoas. Os abrigos temporários são feitos com os materiais disponiveis ou através de tendas.
 

Na República Dominicana voluntários preparam kit’s alimentares e de higiene para distribuição no vizinho Haiti
 

(Actualização de 29 de Janeiro)
 
 
A Cáritas Internationalis pede 30 milhões de Euros para ajudar 200 000 pessoas, nos próximos 3 meses. Conheça os valores de algumas das componentes do programa de emergência:
 
Alimentos para uma família, por semana 35,00 Euros
Artigos de higiene para uma família 35,00 Euros
Abrigo temporário para uma família 250,00 Euros
Tenda (escola temporária, centro de actividades) 500,00 Euros
Sistema de recolha de lixo, por mês 500,00 Euros
Instalações sanitárias temporárias, 500 famílias 3.000,00 Euros
Gerador 5.000,00 Euros
Deposito de água temporário 7.500,00 Euros
Unidade de saúde temporária  7.500,00 Euros
 
Após esta fase de emergência, será elaborado um programa de reconstrução de médio e longo prazo.

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A Cáritas do Haiti, em colaboração com outras organizações, disponibilizou 100 toneladas de alimentos para apoiar os 50.000 deslocados do campo de Petionville Clube, um dos maiores da capital.
 
Com o objectivo de fazer chegar a ajuda a todos, a Cáritas tem reforçado as medidas de segurança nos locais de distribuição.

 
Os vários produtos distribuídos são entregues em forma de kit’s.
 
 

 
Este “colchão de água” funciona como sistema de armazenamento temporário e contém 15.000 litros, podendo abastecer 1000 pessoas, por dia. Apesar das soluções criativas, a falta de água tem sido um dos desafios mais difíceis de superar. Teme-se os efeitos, de longo prazo, que o terramoto poderá causar nas condições de saúde dos sobreviventes.
 
 
Campo de desalojados perto de Sacre Cour, em Port-au-Prince.

 
 

A Caritas Internationalis, International o Catholic Child Bureau, os Dominicans for Justice and Peace [Order of Preachers], os Franciscans International, o Istituto Internazionale María Ausiliatrice, a VIDES International, a Teresian Association, e a OIDEL apelaram, em Genebra, ao respeito pelo direitos humanos dos sobreviventes do sismo. Na “Sessão Especial sobre o processo de recuperação do Haiti, organizado pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, estas organizações pediram mais atenção para com as mulheres e crianças e um maior reforço dos serviços básicos como o acesso a água potável, alimentação e cuidados de saúde.
 
O Pe. Robert Vitillo, delegado da Cáritas em Genebra, disse que “em situações de emergência, devem ser redobrados esforços de forma a assegurar o respeito pelos direitos humanos, tendo em especial atenção os mais vulneráveis”.
 
 

 
Recortes de imprensa on-line, carregue no respectivo recorte para ver a notícia
 
Plataforma Portuguesa das ONGD recorte
 
Diário económico recorte
 
Jornal i recorte, recorte, recorte,

Correio da Manhã recorte
 
Voz da Verdade recorte
 
Rádio Renascença recorte
 
Semanário Sol recorte
 
Rádio Vaticano recorte,

O Setubalense recorte
 
Correio do Minho recorte
 
Semanário Expresso recorte, recorte
 
Jornal Público recorte,

Jornal de Noticias recorte, recorte, recorte
 
Rádio Portalegre recorte
 
Notícias do Douro recorte
 
Agência Ecclesia recorte
 
O Mirante recorte
 
Jornal da Guarda recorte
 
Reuters-Alertnet recorte
 

(Actualização de 21 de Janeiro)
 
 
A Cáritas do Haiti distribuiu ajuda de emergência em Léogâne, cidade a cerca de 40 km da Capital Haitiana. Foi possível transportar, até este ponto de distribuição, uma frota de sete camiões com alimentação para 1000 famílias, garrafas de água, lonas de plástico e materiais não perecíveis. Esta ajuda foi entregue por grupos de voluntários da Cáritas.

 

 

 

(Actualização de 19 de Janeiro)
 
 

O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, D. Carlos Azevedo, assegurou esta Terça-feira que a Cáritas Portuguesa está a organizar uma “resposta eficaz e sólida” à tragédia gerada pelo sismo do passado dia 12, no Haiti, “ao recolher fundos para socorrer as maiores necessidades após esta primeira fase agitada por tamanha perturbação, vestida de exausto luto”.

Leia o resto desta notícia da Agência Eclesia
aqui  ou descarregue a homilia aqui.


 

Dia de oração pelo Haiti, 19 de Janeiro
 
A Cáritas Portuguesa convida todos a fazerem desta terça-feira um dia de oração pelo Haiti, em sintonia com a missa que D. Carlos Azevedo, Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, celebra na igreja de Santa Isabel, em Lisboa, às 19h00.
 
A Cáritas convida todas as comunidades a rezarem pelas vítimas do sismo no Haiti e pede aos padres que, nas eucaristias a que presidirem nesta terça-feira, tenham presente os que morreram e estão a morrer por causa do terramoto.A oração é também por aqueles que, permanecendo vivos, procuram forças físicas e psicológicas para sobreviver.Para além da oração, a Caritas promove uma recolha de fundos para o Haiti, através da conta “Cáritas Ajuda Haiti” - NIB 0035 0697 0063 0007 5305 3.
 
Acompanhe a resposta da Cártas aqui ou partilhe a sua oração aqui.
 
Se pretende organizar uma actividade, particular ou colectiva, leia primeiro esta notícia do jornal Público ou esta do jornal i.

 
(Actualização de 18 de Janeiro)
 
 
O CRS/Caritas EUA e a Cáritas Haiti estão a distribuir alimentos e água por vários pontos da capital Haitiana. Karel Zelenka, colaborador da Cáritas, disse que “Felizmente os nossos armazéns em Port-au-Prince não foram afectados e tivemos a possibilidade de distribuir água e alimentos imediatamente. Estamos a trazer mais alimentos do nosso armazém de Les Cayes e, através dos reforços que estão previstos chegar nos próximos dias, temos a intenção de apoiar 50 000 pessoas, nesta fase.”
A Cáritas está a preparar kit’s de sobrevivência para distribuir à população compostos por: sumos, enlatados, barras nutricionais, fruta enlatada, bolachas, depósitos de água, comprimidos purificadores de água, kit’s de higiene, fogões portáteis e plásticos.A Equipa da Cáritas Internationalis que está no terreno visitou os arredores da capital e verificou que em várias aldeias foram totalmente destruídas.Na vizinha Republica Dominicana, 5 camiões da Cáritas, contendo bens essenciais, aguardam autorização para se deslocar para o Haiti e abastecer os pontos de distribuição já definidos.
O edifício sede da Cáritas do Haiti foi afectado mas não ruiu estando os colaboradores a dormir na rua, num acampamento improvisado, até que esteja assegurada a integridade da estrutura.
 
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Se pretende organizar uma actividade, particular ou colectiva, leia primeiro esta notícia do jornal Público ou esta do jornal i.
 

O Haiti precisa de ajuda!
Perguntas e respostas do Presidente da Cáritas Internationalis, Cardeal Oscar Rodriguez Maradiaga
 
Qual é a situação no Haiti? E a situação da Igreja?
Os nossos colegas da Cáritas no terreno dizem que milhares de pessoas terão morrido e que mais de 3 milhões precisa desesperadamente de ajuda. A ajuda começa a chegar mas ainda há muitas pessoas que não têm abrigo, alimentos, água e, claro, estão em estado de choque.
Muitas Igrejas foram destruídas, incluindo a Catedral. Seminários, centros paroquiais, escolas e hospitais ficaram gravemente afectados. Infelizmente o Arcebispo Joseph Serge Miot morreu no sismo. Expressamos a nossa tristeza aos seus familiares e a todos os irmãos e irmãs da Igreja Haitiana, bem como a todo o povo haitiano.
A Igreja está a colaborar com a Cáritas no estabelecimento de pontos de distribuição em Port-au-Prince e noutras cidades. O desafio é enorme mas a nossa esperança aumenta com as mensagens de solidariedade e apoio que temos recebido das Cáritas do mundo.
 
O que está a Cáritas a fazer?
A Cáritas já iniciou a distribuição de tendas, cobertores e kit’s de primeiros socorros. Estamos a providenciar alimentos, água e cuidados de saúde através da rede de 200 hospitais e clínicas geridos pela Cáritas do Haiti. A equipa de emergência da Cáritas Internationalis já chegou à capital e está a colaborar com a Cáritas do Haiti na elaboração da resposta de emergência e de reabilitação. O CRS/Cáritas EUA tem vários camiões com ajuda que estão a atravessar a Republica Dominicana com destino ao Haiti.
 
Quais as necessidades mais urgentes?
Alimentos, água limpa, cuidados médicos e abrigo. A electricidade não funciona e o abastecimento de gás é escasso. Vai ser preciso um enorme esforço para ajudar na reconstrução.
 
O que podemos fazer para ajudar na reconstrução do Haiti?
Uma das nações mais pobres do nosso mundo vai estar, nos próximos tempos, no foco dos meios de comunicação sendo, ao mesmo tempo, inundada de ajuda humanitária. Que esta seja, também, a oportunidade de se firmarem novos compromissos que levem a soluções duradouras aliviando o sofrimento e a miséria dos haitianos.

 
(Actualização de 15 de Janeiro)
 
Cáritas Ajuda Haiti
NIB 0035 0697 0063 0007 5305 3
 
O ministro haitiano Aramick Louis afirmou que já foram enterradas 40 000 pessoas e prevê-se que o número de mortos chegue aos 140 000. A este número acrescem 250 000 feridos, 300 000 desalojados e cerca de 3 milhões de afectados.
 
De acordo com informação avançada pelo Pe. António Sandoval, Coordenador Regional da Caritas, até ao momento foram identificados 27 pontos de distribuição de comida, 25 em Port-au-Prince e 2 em Jacmel. O CRS/Caritas USA tem prontas 10,000 doses alimentares que irão ser distribuídas a 2000 pessoas, durante 7 dias.

A Cáritas do Haiti está a contactar com as paróquias de forma a organizar a distribuição de água e alimentos. A Cáritas Alemã vai enviar, durante este fim-de-semana, um camião para a Republica Dominicana, de forma a conseguir que a ajuda que está neste país chegue aos sobreviventes do sismo.

A equipa de emergência da Cáritas Internationalis também já aterrou na Capital do Haiti.

As condições das infra-estruturas portuárias, aéreas e marítimas, estão a dificultar a entrada de ajuda internacional e, consequentemente, a atrasar a sua distribuição à população.

 

Campanhas Internacionais > > Caritas Portuguesa > 14-01-2010